terça-feira, 15 de maio de 2012

Projeto torna crime invasão de computador



Projeto torna crime invasão de computador


Estimulados pelo episódio envolvendo a atriz Carolina Dieckmann, os deputados aprovaram nesta terça-feira projeto tornando crime invasão de computadores, violação de senhas, obtenção de dados sem autorização, a ação de crackers e a clonagem de cartão de crédito ou de débito - os chamados cibercrimes. Fotos da atriz nua foram furtadas e vazadas na internet e teriam chegados a sites pornográficos.
'O projeto criminaliza o uso indevido da internet. Ele vai permitir punir atos como os que atingiram Carolina Dieckmann. O projeto vai produzir uma transformação importante no uso da internet no Brasil', comemorou o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). Ele comandou uma votação relâmpago, que durou menos de cinco minutos, surpreendendo os autores e relatores do projeto, que ainda discutiam algumas pequenas alterações no texto. O projeto segue para votação no Senado. 'O crime de phishing, que teria acontecido com a atriz, será punido no nosso projeto', afirmou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), um dos autores da proposta aprovada. O chamado phishing é o envio de mensagens de spam contendo links para sites falsos que ao serem acessados baixam programas no computador alheio, permitindo devassar dados.
Moeda norte-americana já acumula alta de mais de 7% este ano
O texto aprovado prevê prisão de três meses a um ano para quem 'devassar dispositivo informático alheio, conectado ou não a rede de computadores, mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita do titular do dispositivo, instalar vulnerabilidades ou obter vantagem ilícita'. A mesma pena é aplicada para quem produz, oferece, distribui, vende ou difunde programa de computador com o intuito de permitir a invasão de computador alheio. A pena será maior - prisão de seis meses a dois anos - se a invasão resultar em obtenção de conteúdo de comunicações eletrônicas privadas, segredos comerciais e industriais e informações sigilosas.

A pena aumenta de um terço à metade se o crime for praticado contra os presidentes dos três Poderes nos três níveis - federal, estadual e municipal. No caso de falsificação de documentos, como cartão de crédito e de débito, a pena é de prisão de um a cinco anos e multa.
O deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), autor de outro projeto tratando de crimes da internet, reclamou. Ele queria que o texto de sua autoria, tramitando na Comissão de Ciência e Tecnologia, fosse votado primeiro. 'Há pressão para votar por causa da Carolina Dieckmann. É uma vaidade política querer aprovar esse projeto (o do deputado Paulo Teixeira). O governo quer mostrar ação, mas de uma maneira ineficaz', disse Azeredo. O projeto do tucano é polêmico e abre brecha para punir ações cotidianas e corriqueiras de usuários da rede de computadores.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Carreira: 8 passos para garantir seu espaço no mercado

Algumas ações podem ser fundamentais para o sucesso: antes, durante e depois do ingresso na tão sonhada carreira profissional

O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, durante um Congresso Socialista em Paris, para representar a greve geral que ocorreu em 1º de maio de 1886, em Chicago.

No Brasil, as comemorações do 1º de maio continuam relacionadas à luta pela redução da jornada de trabalho, cuja primeira celebração ocorreu em Santos, em 1895. Foi consolidada como o Dia dos Trabalhadores em 1925 e instituído o 1º de maio como feriado nacional.

Conforme informações do IBGE, o movimento grevista contou com milhares de trabalhadores que foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos, exigindo a redução da jornada de trabalho e movimentando a cidade com manifestações, passeatas, piquetes e discursos. Houve dura repressão ao movimento, com prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.

Ainda hoje a luta reside em manter todos os direitos constitucionais adquiridos e buscar mais avanços na direção da felicidade do ser humano. E como obter felicidade num mercado cada vez mais competitivo e exigente? O que se sabe é que não basta a formação técnica, mas sim reunir competências comportamentais que facilitem o relacionamento entre as pessoas e propicie uma comunicação objetiva e transparente. Estudos recentes demonstram que posições executivas são ocupadas por pessoas que transitam com maior naturalidade nestas competências e facilitem a convivência que funcionará como mola propulsora da busca de resultados.

Para quem deseja ingressar no mercado de trabalho, algumas ações podem ser fundamentais para o sucesso: antes, durante e depois do ingresso na tão sonhada carreira profissional, entre elas:

1- Prepare sua auto-apresentação: em situações de entrevista ou em outros momentos de interação profissional, existirão situações em que você deverá responder as clássicas perguntas "fale-me a seu respeito", "conte-me sobre você", "fale da sua vida" ou "diga quem é você". Saber fazê-lo de maneira concisa e representativa requer reflexão, escolha e ensaio. Suas competências, seu modo de ser, suas experiências e suas aspirações, tudo deve ser passado de forma clara e articulada e, sobretudo, convincente, onde o importante é dar uma visão geral de sua experiência e expectativas de evolução profissional.

2- Desperte interesse no entrevistador: fazer a diferença e causar uma ótima impressão pode valorizar seu "passe", visto que além de apresentar um currículo, os candidatos devem também fazer a diferença na sua apresentação na forma como destacam as áreas de interesse.

3- Cuide de sua imagem: ao se apresentar numa entrevista pessoal, você deve cuidar de sua imagem, incluindo cabelo, unhas, maquiagem, uma vestimenta formal e cores neutras. Lembre-se: uma imagem descuidada pode causar uma impressão negativa.

4- Conheça a empresa: você deve se informar antecipadamente sobre a empresa, visitando o site e buscando informações em revistas de negócios e até especializadas no seu segmento, demonstrando interesse e algum conhecimento no momento da entrevista.

5- Procure empresas que apostem na formação: pesquise e procure confirmar se a organização investe no desenvolvimento de seus profissionais, atuando no fortalecimento das competências pessoais e profissionais. Demonstre que você valoriza esta iniciativa durante a entrevista.

6- Complemente sua formação acadêmica: as empresas valorizam os candidatos que apresentam experiências sociais ou profissionais complementares à formação acadêmica. Os trabalhos de voluntariado e estágios são exemplos de experiências bem valorizadas, pois demonstram o interesse e o desenvolvimento de competências importantes no futuro profissional.

7- Diversifique a procura de trabalho: o mercado de trabalho é cada vez mais global e os jovens devem estar atentos ao conjunto de oportunidades que surjam em nível nacional e internacional.

8- Procure identificação pessoal com os valores das empresas: as pessoas e as empresas são diferentes. Os candidatos devem procurar as empresas com que se aproximem ao seu perfil e valores.

E depois de se atentar às dicas acima, aqui vai a mais importante e crucial delas: seja você mesmo, sempre! Use e abuse de suas competências técnicas e comportamentais, agindo como facilitador e peça fundamental na solução de problemas. Assim, seu caminho para o sucesso estará sendo trilhado. Sucesso a todos!

Elaine Lombardi é psicóloga e consultora da M&S, consultoria especializada em desenvolvimento humano.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Golpes no Facebook fazem parte de esquema para venda de "Likes"


Golpes no Facebook fazem parte de esquema para venda de "Likes"
Ao clicar em links como "Mude a cor do seu perfil" ou "Veja quem acessou seu perfil", internautas ajudam cibercriminosos a lucrar
Cibercriminosos brasileiros, conhecidos por desenvolver ataques virtuais que roubam dados de acesso aos bancos pela internet, agora investem em um novo tipo de ataque por meio do Facebook. Desde o final do ano passado, eles distribuem mensagens de spam distribuídas na rede social como “Mude a cor do seu perfil” e “Veja quem acessou o seu perfil” com links que roubam o nome de usuário e senha de acesso na rede social. A partir de então, os perfis das vítimas são usados para “curtir” páginas de empresas que pagam o criminoso para aumentar sua popularidade na rede social.
De acordo com investigação de Fábio Assolini, analista de malware da Kaspersky para o Brasil, um grupo de cibercriminosos criou um site para vender pacotes de “likes” (cliques no botão Curtir) para empresas que querem divulgar seus serviços na rede social.
O pacote mais barato do serviço oferece 1 mil “likes” e custa R$ 50. Se o cliente quiser investir mais, pode comprar até 100 mil “likes” dos cibercriminosos por R$ 3,9 mil. “Não sabíamos como eles estavam ganhando dinheiro com os ataques, mas descobrimos que eles prestam serviços para empresas que tem fan pages no Facebook”, disse Assolini, ao iG.
O ataque funciona assim: o cibercriminoso distribui mensagens nos perfis de milhares de usuários da rede social com links maliciosos que pedem autorização do internauta para instalar um plug-in (complemento) no navegador. Ao permitir que este plug-in seja instalado, o cibercriminoso ganha acesso aos dados de acesso do usuário à rede social, o que permite que ele replique as mensagens de spam para outras pessoas e também “curta” páginas de empresas, sem o consentimento do usuário. “Eles usam recursos que geralmente a rede social não oferece para chamar a atenção”, diz Assolini.
A estratégia dos cibercriminosos não é exatamente nova. Anos atrás, quando o uso do Orkut aumentou rapidamente no Brasil, grupos de cibercriminosos também usavam mensagens que promoviam recursos inexistentes para enganar usuários. “Com a adoção massiva dos brasileiros ao Facebook é natural que os golpes migrem de uma rede social para a outra”, diz Assolini. No final de 2011, o Facebook superou o Orkut e se tornou a rede social mais popular no Brasil. Segundo o analista, os ataques atualmente realizados por meio do Facebook atingem, principalmente, usuários dos navegadores Google Chrome e Mozilla Firefox.
Como “salvar” seu perfil
Se você clicou em algum link malicioso nestes spams distribuídos no Facebook deve resistir à tentação de mudar sua senha imediatamente. Isso não salva o perfil do ataque, já que o plug-in continuará instalado no navegador e coletará novamente seus dados de acesso à rede social. “É preciso desinstalar o complemento que o usuário instalou sem querer”, diz Assolini. Para fazer isso no Chrome, basta acessar o menu “Ferramentas” e depois “Extensões”. Procure um plug-in identificado pelo nome “adobeflashplayer” e exclua o arquivo.
No Firefox, acesse o menu “Ferramentas” e depois “Complementos”. O nome do plug-in malicioso é o mesmo e deve ser desinstalado ou excluído da lista. Depois de fazer o procedimento, o internauta deve trocar sua senha de acesso à rede social que, certamente, já havia sido registrada pelos cibercriminosos. Segundo Assolini, usuários do Internet Explorer não foram vítimas do ataque no Facebook até agora.
Para evitar o ataque, Assolini recomenda que os internautas desconfiem quando receberem mensagens sobre recursos muito vantajosos por meio da rede social. Outra dica é tomar cuidado ao permitir que qualquer complemento seja instalado por um site visitado. Outra opção é optar pelo acesso a versão segura do Facebook, com endereço iniciado em HTTPS. “Alguns desses plug-ins são bloqueados pela versão segura e não funcionam mesmo que o internauta clique sobre links maliciosos”, diz o analista.
Reportar o ataque a equipe do Facebook também é necessário para evitar que o número de vítimas continue aumentando. Ao acessar uma página que oferece as mensagens com links maliciosos, use o botão “Denunciar/Reportar página” para avisar a rede social sobre o ataque. A rede social investiga a página apenas se receber diversas denúncias de usuários. “O Facebook tem retirado essas mensagens do ar, mas de uma forma lenta, por conta do idioma em português”, diz Assolini.

quarta-feira, 28 de março de 2012

COMO CONTROLAR SUA PRIVACIDADE NO FACEBOOK


Como controlar sua privacidade no Facebook
Veja quais são as melhores práticas para publicar conteúdo e conheça os ajustes de privacidade
Recentes estudos de institutos especializados mostram o rápido crescimento do Facebook no Brasil. Uma das maiores qualidades da rede social é a facilidade para compartilhar fotos, vídeos e outros tipos de conteúdo. Por outro lado, o Facebook também traz uma série de preocupações com privacidade.

Para proteger sua privacidade, o primeiro passo é adotar uma postura mais cautelosa ao publicar qualquer tipo de dado na rede. Além disso, é interessante conhecer bem os mecanismos de privacidade do Facebook para ajustá-los de acordo com suas preferências.

Levando em conta essas duas áreas, o 
iG fez uma lista com alguns dos bons costumes a serem seguidos no Facebook e também mostra os recursos de privacidade da rede social. Confira.
BOAS PRÁTICAS
1. Não aceite ou convide qualquer um para ser seu amigo.  A partir do momento da aceitação do pedido todas as informações de seu perfil estarão expostas para esta pessoa.

2. Leia uma vez a cada dois meses o guia de privacidade disponibilizado pelo Facebook (https://www.facebook.com/privacy/explanation.php) para saber de possíveis atualizações.

3. Quando acessar o Facebook a partir de um computador de terceiros, certifique-se de que a caixa  “Mantenha-me conectado” esteja desmarcada durante o login.

4. Nunca coloque números de telefone ou endereços físicos residenciais e comerciais no seu perfil. Siga isto mesmo com a opção de bloqueio de visualização deste conteúdo em específico disponível.

5. Evite publicar conteúdo que possa ser embaraçosos para você ou seus amigos. Mesmo que seja apagado mais tarde, o material continuará arquivado nos servidores do Facebook. E pode ser distribuído em caso de invasão ao site.

6. Nunca clique no botão “Curtir” se não tiver certeza da autenticidade da fonte.  Esse botão é muito comum para disseminar spam na rede social.
7. Desconfie dos anúncios. Muitos podem oferecer produtos realmente úteis, mas outros podem conter pegadinhas como inclusão em listas de spam ou até mesmo vírus.

8. Não assista a vídeos de links duvidosos. Existe o risco de que o vídeo solicite a instalação de um programa auxiliar para que seja exibido. Em alguns casos, esse “programa auxiliar” é um software malicioso.

9. Pense duas vezes antes de instalar aplicativos. Muitos deles acessam dados pessoais e os espalham. Por isso, procure instalar apenas aplicativos necessários ou de empresas conhecidas e de boa reputação online.
CONFIGURAÇÕES DE PRIVACIDADE DO FACEBOOK
Crie listas de amigos para compartilhar conteúdo de forma específica
Organizar os amigos em listas dá um pouco de trabalho, mas permite gerenciar melhor quais de seus contatos terão acesso a cada tipo de conteúdo. Para criar grupos de amigos no Facebook, faça o seguinte:
1. Vá em “Conta”;
2. Clique em “Editar amigos”;
3. Selecione “Criar uma lista”;
4. Adicione os respectivos amigos.
Para usar a lista faça o seguinte:
1. Vá em “Conta”;
2. Selecione “Configurações de privacidade”;
3. No subtítulo “Compartilhando no Facebook” clique “Personalizar configurações”;

4. Escolha diferentes áreas e personalize conforme necessidade.
5. Preencha os campos devidos como o nome de um amigo ou lista para ocultar ou permitir a visualização da área em questão.
Se utilize do recurso de listas também com tudo que for postado.  Procure pelo cadeado e siga as instruções acima.
Limite a visualização por terceiros da lista de amigos
Por razões variadas, muita gente não gosta de divulgar sua lista de amigos para terceiros. No Facebook é possível proteger essa lista, seguindo os seguintes passos.
1. Vá em  “Conta”;
2. Selecione “Configurações de privacidade”;
3. No subtítulo “Conexões no Facebook” clique em “Ver configurações”;
4. Na área “Ver sua lista de amigos” coloque a opção que achar adequada.  É recomendado sempre colocar “Somente amigos”.
Bloqueie informações do perfil em mecanismos de busca
Algumas informações públicas de perfis do Facebook aparecem em buscas feitas no Google e em outras ferramentas. Para evitar que isso ocorra faça o seguinte:
1. Vá em  “Conta”;
2. Selecione “Configurações de privacidade”;
3. No subtítulo “Aplicativos e sites” clique em “Edite suas configurações”;
4. Na área “Prévia pública” clique em “Editar configurações”;
5. Desmarque a caixa de seleção “Habilitar prévia pública.
Pode ser que leve algum tempo até que os dados desapareçam das buscas, mas com o tempo eles sumirão.
Limite a visualização de fotos marcadas
É cada vez mais comum que usuários do Facebook publiquem fotos e marquem as imagens com links para o perfial das pessoas fotografadas. Este recurso é muito legal em fotos como as da turma do colégio, mas pode ser inconveniente e até mesmo comprometedor em outras circunstâncias. Para ficar livre desta preocupação faça o seguinte:
1. Vá em “Conta”;
2. Selecione “Configurações de privacidade”;
3. No subtítulo “Compartilhando no Facebook” clique “Personalizar configurações”;
4. Na área “Fotos e vídeos nos quais fui marcado” clique em “Editar configurações”.
5. Clique em “Personalizado” e selecione de preferência “Somente eu” para ser o único que poderá ver tal foto.
Desabilite a divulgação de sua localização por terceiros
Um configuração que passa despercebida, mas pode causar muitas “saias justas”, é a possibilidade de outros usuários do Facebook marcarem em que local você se encontra. Para desativar este recurso faça o seguinte:

1. Vá em “Conta”;
2. Selecione “Configurações de privacidade”;
3. No subtítulo “Compartilhando no Facebook” clique “Personalizar configurações”;
4. Na área “Amigos podem me colocar em Locais” clique em “Editar configurações”.
5. Selecione “Desativado” e clique em OK.
Desative informações compartilhadas por amigos
Esta dica ficou por último porque, mesmo quando todos os passos já mencionados são seguidos, uma brecha permanece disponível. Seus amigos, sem saber, podem fornecer informações de seu perfil por meio de aplicativos e jogos. Para evitar esse problema, faça o seguinte:

1. Vá em “Conta”;
2. Selecione “Configurações de privacidade”;
3. No subtítulo “Aplicativos e sites” clique em “Edite suas configurações”;
4. Na área “Informações acessíveis por meio de amigos” clique em “Editar configurações”;
5. Desmarque todas as caixas de seleção;

6.
 Clique em “Salvar Alterações”.

Roubos de veículos crescem 17,5% na cidade de São Paulo


Roubos de veículos crescem 17,5% na cidade de São Paulo
Em fevereiro deste ano foram roubados 3.541 veículos e no mesmo mês de 2011, 3.013; dados são da Secretaria da Segurança Pública
Os roubos de veículos na cidade de São Paulo aumentaram 17,5% em fevereiro, em comparação ao mesmo mês do ano passado. Foram 3.541 veículos roubados em fevereiro de 2012 contra 3.013 em 2011, ou seja, 528 casos a mais.
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pela Secretaria da Segurança Pública (SSP). Comparando os dois primeiros meses deste ano com o mesmo período de 2011, foram registrados 1.655 casos a mais no Estado de São Paulo.
A Polícia Militar afirma que suas ações aumentaram, mas o crime contra o patrimônio ainda é preocupante e que o roubo de carros é mais difícil de identificar. "O carro é facilmente comercializado e existe uma forte receptação para esse crime. Muitos [carros] são levados do País, outros para desmanche", explica o coronel Álvaro Camilo.
Camilo lembrou que o aumento da frota de veículos também é relevante para o aumento do crime. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, nos últimos dez anos, o número de veículos no Estado cresceu 83%, passando de 12 milhões para 22 milhões. Nesse período, o número de veículos roubados ou furtados caiu 20%, de 16.738 casos, em janeiro e fevereiro de 2001, para 13.469, este ano.
O coronel da PM ressaltou que o aumento do roubo e não do furto (sem violência) dos veículos pode ser justificado pelo fato de carros novos saírem de fábrica com códigos de segurança, que só podem ser desativados pelos donos.
Latrocínios
O número de latrocínio (roubo seguido de morte) no Estado subiu de 45 para 49 casos em janeiro e fevereiro deste ano, em comparação ao mesmo bimestre de 2011, uma alta de 8,8%.
Um estudo revelado pela Polícia Civil no início deste mês mostrou que maioria dos crimes de latrocínio no Estado ocorre durante a noite e tem como vítimas os homens (79% das vítimas). Além disso, foi divulgado que a maior parte das mortes ocorre depois de roubo em residências (22%) e em segundo lugar estão mortes seguidas do roubo de veículos (14%).
Homicídios
Ao contrário do roubo de veículos e dos latrocínios, o número de homicídios dolosos (com intenção de matar) no Estado diminui 2,17%, comparando janeiro e fevereiro deste ano com os mesmos meses de 2011. Foram 15 casos a menos, de 691 para 676.

domingo, 18 de março de 2012

Direitos do consumidor: você sabe como garantir os seus?



Com a popularização da internet e o desenvolvimento das tecnologias sociais de comunicação, bem como o aumento do nível de escolaridade das populações, o consumidor do século XXI é mais consciente. Mas nem sempre isso significa atitude



Nesta quinta-feira (15) é celebrado no mundo todo o Dia dos Direitos do Consumidor. Órgãos de defesa e entidades independentes aproveitam a data para desenvolver uma série de atividades de educação para o consumo e informação à população, visando à melhoria da relação fornecedores/consumidores.

Com a popularização da internet e o desenvolvimento das tecnologias sociais de comunicação, bem como o aumento do nível de escolaridade das populações, o consumidor do século XXI é mais consciente. Como destaca a diretora de atendimento do Procon/SP Selma Amaral, "por mais que o consumidor não conheça artigos específicos da lei, ele sabe que existe uma proteção especial", referindo-se ao Código de Defesa do Consumidor, instituído em 1990 e hoje obrigatório em todos os estabelecimentos comerciais, de forma acessível a qualquer cliente.Casal comprando em loja

Amaral lembra, entretanto, que "entre saber que existe um apoio e efetuar uma reclamação, há um fator fundamental, que é a iniciativa do consumidor. Muitas pessoas são prejudicadas e acabam deixando para lá, mesmo sabendo que existem vários canais para procurar, como o SAC da empresa, os procons ou mesmo a justiça".


Imagem: Thinkstock

Formas de reclamação

Se a dificuldade é sair de casa para fazer uma reclamação, algumas iniciativas têm procurado facilitar esse processo. Nos próprios procons, alguns serviços já são oferecidos pela internet. "Desde o ano 2000 a gente tem um setor de esclarecimento de dúvidas, que auxilia os consumidores em questões pontuais relacionadas a compras", explica Amaral, que destaca também o serviço de atendimento específico a clientes de lojas virtuais, inaugurado em 2010.

A grande iniciativa no mundo online, entretanto, foi a criação dos sites de reclamação. Tendo como instrumento o forte argumento da exposição das marcas perante o público, eles têm desburocratizado o processo de reclamação e, em alguns casos, tornado mais ágil a negociação.

A dinâmica, normalmente, é bem simples: o consumidor registra a reclamação, que é remetida ao setor responsável da empresa e esta tem um prazo para responder. Caso não haja retorno, a empresa é marcada como "não respondeu", da mesma forma que há indicação sobre a resolução, ou não, do problema.

No portal Reclame Aqui, principal referência do gênero no Brasil, diversos rankings apresentam a atuação das empresas em sua plataforma, mostrando – por exemplo – as empresas mais reclamadas e as que têm melhores índices de solução de problemas.

Como destaca Maurício Vargas, presidente do Reclame Aqui, "o portal conta hoje com 6 milhões de consumidores cadastrados, 7 mil reclamações por dia, cerca de 500 mil pesquisas diárias sobre a reputação de empresas e uma média de 210 mil visitas por dia".

A diretora de atendimento do Procon/SP acredita, entretanto, que nem todos os casos conseguem ser solucionados apenas nesses espaços. "Esses são mais canais para o consumidor se expressar, são válidos e fruto de um processo de educação do cidadão. Mas os sites trabalham muito com a exposição, e o Procon não se limita a isso. Normalmente, os processos têm várias fases e nós acompanhamos até o fim. Além disso, a partir da reclamação, o Procon pode verificar problemas maiores, de âmbito coletivo, e serem desencadeados diversos tipos de ação, inclusive com sanções, porque os procons têm pode para isso", explica.

Maurício, no entanto, critica a política punitiva dos procons e acredita que ela não ajuda na conscientização das empresas para boas práticas. Além disso, ele destaca que o papel da reclamação na internet tem assumido maior importância, dando o exemplo do próprio Reclame Aqui. "Para você ter uma ideia, a Folha de S. Paulo fez uma comparação entre os procons e o Reclame Aqui em todo o Brasil e constatou que, em 2010, foram feitas 682 mil reclamações nos procons e 987 mil no Reclame Aqui. Aponta também que o índice de resolução nos procons foi de 58%, enquanto no Reclame Aqui foi de 72%. E o tempo médio de resposta aqui também é mais rápido", ressalta.

Fonte: Administradores.com

segunda-feira, 5 de março de 2012

Ótima oportunidade

Veja 10 dicas para evitar transtornos em sites de compras coletivas


O crescimento da quantidade de reclamações contra sites de compras coletivas cresce continuamente. De acordo com informações do Reclame Aqui, o número de reclamações em 2010 foi de 2.417 reclamações, subindo para 32.489 em 2011.

Para evitar transtornos em sites de compras coletivas, Mauricio Simão, diretor de marketing do ClickCupom, sugere as 10 dicas abaixo.

1) Veja se a empresa possui endereço físico e SAC no site

"Tanto o endereço físico, como o telefone para contato, devem estar disponíveis de forma fácil no site. É uma segurança a mais para o comprador, pois se ele tiver algum problema, já sabe como e onde reclamar";

2) Pesquise a reputação da empresa em sites de defesa do consumidor

"Um passo importante para evitar dores de cabeça em portais de compras coletivas é pesquisar a reputação da empresa em sites de defesa do consumidor, como o Reclame Aqui, o Procon e o IDEC (Instituto Brasileiro de defesa do consumidor)";

3) Confira as avaliações e selos de certificação do site

"O selo e-bit, certificação de eficiência dado a empresas de e-Commerce, é um bom parâmetro. Outro indicador importante são as avaliações dadas pelo Reclame Aqui, que variam de 'não recomendado' até 'ótimo'";

Compras coletivas

COMPARTILHAMENTO As redes sociais de um site, principalmente a fan page do Facebook e perfil do Twitter, podem dizer muito sobre uma empresa. Procure por comentários e experiências de outros clientes (imagem: Thinkstock)


4) Consulte as redes sociais

"As redes sociais de um site, principalmente a fan page do Facebook e perfil do Twitter, podem dizer muito sobre uma empresa. Procure por comentários e experiências de outros clientes";

5) Fique atento ao regulamento da oferta

"Preste atenção em todos os itens, principalmente na data de validade, localidade da oferta, restrições de dias e horários, prazo de entrega, necessidade ou não de frete e possíveis custos extras";

6) Fique atento à plataforma de pagamento utilizada

"Algumas plataformas de pagamento são mais seguras que outras. Prefira sempre as que garantem a entrega do produto ou dinheiro de volta. Saiba também se ela assegura o sigilo dos dados bancários fornecidos pelos compradores";

7) Entre em contato com o anunciante antes da compra

"Entrar em contato com o anunciante é uma forma eficiente de descobrir se a empresa realmente existe. Busque também informações adicionais, para saber se quem está fazendo o anúncio tem capacidade suficiente para atender a demanda";

8) Exija nota fiscal na compra de produtos

"A proposta inicial dos sites de compras coletivas era vender apenas serviços. Mas com o tempo, eles também começaram a anunciar produtos. Por questões de segurança, exija sempre nota fiscal, e com o valor integral do cupom";

9) Nunca compre de empresas em que você não fez o cadastro

"O simples fato de receber ofertas de sites em que você não se cadastrou, coloca em questão a idoneidade de uma empresa. Evite dores de cabeças e mova este tipo de e-mail para a caixa de spams";

10) Verifique se a empresa possui uma política de privacidade

"A política de privacidade assegura ao comprador o sigilo completo de seus dados. Isso garante que o site de compra coletiva não repasse os dados bancários dos usuários".

sábado, 25 de fevereiro de 2012

FBI detalha ferramenta que pretende usar para monitorar redes sociais


A agência busca um aplicativo web leve que reúna informações públicas publicadas em redes sociais e blogs; órgãos reguladores estão preocupados.

O FBI (Federal Bureau of Investigation) começou a sua busca por uma ferramenta que permita reunir e extrair dados de redes sociais, como Facebook, Twitter e blogs.

Conforme informamos anteriormente, o FBI pretende usar as informações coletadas para estar ciente de tudo o que está acontecendo na internet e com elas detectar possíveis ameaças, para assim localizar a organização, participar de reuniões importantes e tentar evitar, por exemplo, ataques terroristas.

O FBI informou que está à procura de uma “aplicação web leve que use tecnologia mashup”.

De acordo com um recente Pedido de Informação (RoI, na sigla em inglês) feito por fornecedores de TI, “O aplicativo deve ter capacidade de rapidamente reunir informações públicas críticas e de inteligência que vai permitir que o Cnetro Estratégico de Informações e Operações possam analisar imediatamente a identidade e a localização do internauta”.

O FBI disse que a ferramenta precisa emitir alertas em mapas e os usuários têm que ter acesso a um resumo os dados respondendo as perguntas “quem, o quê, quando, onde e por que” sobre ameaças específicas e incidentes.

“As redes sociais serão uma valiosa fonte de informações para o nosso centro estratégico porque serão mensagens postadas por testemunhas oculares e também a primeira reação à crise”, de acordo com o FBI.

A agência também disse que as mídias sociais têm ajudado policias, bombeiros e repórteres quando se trata de se comunicar sobre incidentes e protestos.

“As redes sociais estão rivalizando com o 911 na resposta a crises”, de acordo com o documento.

Mesmo acessando apenas informações marcadas como públicas, o aplicativo não deve começar a ser usado sem a devida fiscalização, declarou Ginger McCall, diretor do Centro de Privacidade de Informações Eletrônicas (CPIE) do Projeto Open Source do Governo dos EUA.

No mês passado, o órgão conseguiu diversos documentos mostrando que o Departamento de Segurança Nacional do país realizava uma atividade de monitoramento parecida com a que o FBI quer fazer.

O Centro de Privacidade de Informações Eletrônicas está preocupado que o FBI não tenha acesso apenas às informações públicas dos internautas. "Eles não deveriam estar monitorando a oposição ou reações às principais propostas políticas", segundo o CPIE, acrescentando que esse sistema também não deve ser usado para mensurar a opinião pública para as agências governamentais específicas.

McCall pediu "uma investigação completa" dos planos do FBI para o monitoramento das mídias sociais. "Você precisa ter certeza de que não há invasão de privacidade e que o programa opera [legalmente]", disse o diretor.

( Jaikumar Vijayan)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Conhece os Rauls? Pois devia: eles estão de olho no seu dinheiro


Eles querem seu dinheiro

Autodenominados de "raulzada", os cibercriminosos brasileiros usam criatividade e até golpes simples para roubar dados bancários de milhares de internautas.

CANCUN, MÉXICO - Na internet, eles não têm nome verdadeiro, muito menos menos sobrenome. mas podem ser encontrados com relativa facilidade nas redes sociais e até em raps no YouTube. Sempre exibindo seus feitos, comemorando os lucros e debochando das vítimas – que pode ser qualquer internauta, inclusive você. Bem-vindo ao mundo dos "Rauls".

Raul, coletivo raulzada, é como os golpistas digitais de todos os tipos se autodenominaram no submundo do cibercrime virtual. Com diferentes especializações e métodos, o que os une é o desejo por dinheiro fácil e rápido e o lucro – muito lucro, que estão obtendo com os golpes online. Só nos primeiros seis meses deste ano, a Federação dos Bancos admitiu perdas de 685 milhões de reais com golpes – contra apenas 55 milhões em roubos armados.

"O cibercriminoso brasileiro é diferente dos outros porque jamais pensa no longo prazo - ele é, sobretudo, imediatista", explica Fabio Assolini, analista-sênior de malware da Kaspersky Labs, em entrevista ao IDG Now! durante o encontro de experts da empresa russa de segurança digital em Cancun, no México.

O leque de truques da raulzada é amplo. "O brasileiro é bastante criativo", diz Assolini. Como exemplo, ele cita o fato de os Rauls terem sido os primeiros do mundo a usar o Twitter como plataforma de controle para um malware – o código do Cavalo de Tróia (trojan) foi feito de tal forma a consultar um perfil na rede social para obter instruções de como se atualizar. "É um processo de custo baixíssimo e bem eficiente", explica. Enquanto ninguém denunciar o perfil (o que pode nunca acontecer, já que não é seguido por ninguém), o Twitter não tem por que removê-lo. Antenados com o crescimento do Facebook, os golpistas também estão migrando para essa rede.

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Os Rauls foram pioneiros também em códigos maliciosos (neste caso, um rootkit) contra Windows 64-bit, tido como muito mais seguro que o 32-bit usado pela maioria dos internautas.

Outra criação do cibercrime brasileiro é o phishing personalizado em massa. Após o roubo (ou vazamento) de milhões de dados pessoais, os golpistas conseguiram montar um enorme banco de dados combinando e-mails com o número do CPF. Nos últimos meses, milhões de internautas receberam e-mails, supostamente de seus bancos ou da Receita Federal, com seu nome completo e CPF, o que deu uma verossimilhança muito maior ao golpe. E-mails com "intimações da Justiça", também fazem sucesso, sem falar no velho e ainda incrivelmente eficaz "veja fotos da sua(seu) namorada(a) te traindo". Ele explica que, mesmo velhos, esses golpes continuam circulando a toda, "um sinal claríssimo de seu sucesso", diz.

Ao clicar sobre o link com a tal ameaça/oferta, geralmente a pessoa é levada para um site que pede para baixar/executar um programa. Ao insistir em ver o tal conteúdo, o internauta roda um malware que se instala no sistema e desaparece. Sem entender o que aconteceu (nada), a vítima fica sem saber que agora seu PC está sendo monitorado por um Raul, que tem acesso a simplesmente tudo o que é digitado na máquina. "Os vírus estão ficando mais sutis, a ponto de ser quase impossível perceber a presença deles na máquina", alerta Assolini.

Outro malware, bem mais sofisticado, altera as configurações do navegador e redireciona todo acesso daquele PC para um servidor intermediário, chamado proxy. Assim, quando o internauta digita www.banco.com.br, é desviado para uma página clonada – e o golpe está completo. Esse vírus é particularmente perigoso por fazer uma operação considerada legítima pelo Windows (uso de um proxy) e nem sempre ser detectado pelos antivírus, já que os criminosos atualizam o malware sempre que ele começa a ser barrado pelos programas. "Um de nossos programadores russos conseguiu resolver essa corrida desenvolvendo um código que barra esse tipo de ataque em 100% das vezes", garante o especialista.

Injeção de código
Outro golpe muito comum no País é a contaminação de um site – qualquer site, diga-se – com código malicioso. Ao visitar a página, o internauta que não tiver a última versão do Java(software quase onipresente que praticamente ninguém se importa em atualizar) pode ser contaminado sem nem imaginar o que houve, automaticamente. Até quem atualizou pode ser infectado, caso mande executar o programa, que engana o usuário dizendo ser essencial para executar algo na página, por exemplo. Muitas vezes, os donos do site nem ficam sabendo da injeção de código, pois os cibercriminosos retiram o malware antes de levantar suspeitas.

Atualmente, o Brasil é a pátria dos trojans bancários – os vírus cuja única função é roubar seu dinheiro. Segundo a Kaspersky, em 2010, 36% de todos os malwares desse tipo no mundo foram criados aqui pela raulzada. Estão ficando tão bons que agora até exportam malware para países como Portugal e Cabo Verde.

Falta legislação
E quem é o típico Raul? Homem, jovem (20 a 35 anos), alguns universitários e até graduados. Estão em todos os Estados, com destaque para o Pará. "A maioria é autodidata", diz o expert da Kaspersky. Há os inteligentes, que criam seus códigos, os testam contra os principais antivírus e depois usam suas obras nos ataques ou as vendem no mercado negro; e os novatos, que compram kits prontos – programas que, com poucos cliques no menu, geram malware contra os principais bancos brasileiros. Para os que não sabem como fazer, é só comprar os manuais e ler os tutorais. Está tudo lá, no submundo da web.

O meio preferido de comunicação são os canais de chat do IRC, um bate-papo dos primórdios da internet. Os Rauls também usam o IRC para trocar e vender as chamadas "infos" – pacotes com endereços de e-mail, CPF, dados bancários e, ultimamente, até milhas aéreas roubadas de programas de milhagem.

E qual o tamanho da raulzada? De acordo com o expert, é difícil saber, mas apenas um canal no IRC usado por eles é usado por 100 a 150 pessoas por dia - obviamente, nem todos criminosos, já que pesquisadores como Assolini e policiais costumam se infiltrar para saber o que se passa neste submundo.

Desconfiados, os Rauls ainda não confiam nos grandes esquemas que funcionam no exterior de recrutamento de laranjas, preferindo confiar em familiares e amigos para servir de ponto intermediário pelo qual passa o dinheiro desviado antes de ir para o destino final. Por isso, os laranjas são geralmente os primeiros a serem presos quando a polícia investiga o caso, o que é raro.

Por falar em polícia, eis o ponto crítico dessa história toda. Pela absoluta falta de legislação sobre cibercrimes, a raulzada ainda conta com a impunidade. "A polícia até prende, mas a justiça solta", diz Assolini. "É preciso, urgentemente, uma legislação específica para os golpes virtuais", defende.

Como se defender
E o pobre do usuário, como fica nessa guerra?

Em primeiro lugar, é preciso ser esperto. Justiça, bancos, operadoras de cartão de crédito, companhias aéreas nunca pedem dados pessoais por e-mail. Logo, 100% dessas mensagens são golpes. Se o seu companheiro(a) te traiu, também é absolutamente improvável que um desconhecido te mande fotos, ainda mais em um arquivo executável.

Parece ridículo? Pois a quantidade de pessoas que cai nesses truques simples ainda é muito alta, lamenta Assolini.

Além disso, é preciso um conjunto de travas de segurança. Além de um antivírus, o usuário precisa ficar em dia com os updates dos principais programas – os do Windows, lançados mensalmente pela Microsoft, os da Adobe (Flash e Reader) e os do Java. Sim, é uma chatice, mas não há alternativa. Falhas nesses programas são rapidamente exploradas pelos golpistas para atacar o micro. "A proteção funciona por camadas", diz Assolini. "Quando você sai de casa, tranca a porta, liga o alarme e solta os cachorros", compara.

No mundo virtual, vale a mesma coisa. Sem atenção, você será a próxima vítima da raulzada.